Mora Alto
projeto de interiores, identidade visual e sinalização
ano: 2025
fotos: Studio Papaya
Quinze tipologias distribuem os 74 apartamentos do Mora Alto entre gardens, studios e duplex. A diversidade das plantas orientou o desenvolvimento de uma família de mobiliários que se repete e se transforma conforme as características de cada unidade. Uma peça muda de medida, posição ou cor, incorpora outra função e estabelece novas relações com o espaço. Desse repertório compartilhado surgem apartamentos distintos, mas reconhecíveis como parte de um mesmo conjunto.
O Studio Papaya desenvolveu de forma integrada os interiores dos apartamentos e das áreas comuns, o mobiliário, a identidade visual, a comunicação e a sinalização. Critérios de proporção, materialidade e construção atravessam essas frentes, aproximando o desenho dos ambientes da linguagem gráfica. Nos apartamentos, a marcenaria concentra funções e libera áreas para diferentes usos. Cozinhas compactas reúnem equipamentos e superfícies de trabalho; painéis perfurados junto às camas recebem iluminação e pequenos apoios; armários, cabeceiras e bancos aproveitam a altura e a profundidade disponíveis.
Peças móveis ampliam as possibilidades de ocupação. Baús com rodízios funcionam também como bancos, enquanto carrinhos para televisão permitem modificar a relação entre estar e dormitório. Nos duplex, escadas helicoidais, guarda-corpos e tampos participam de um mesmo desenho. A combinação desses elementos acompanha as particularidades de cada tipologia, prolongando os interiores até os jardins, organizando usos simultâneos nos studios e explorando as relações entre os pavimentos nos duplex.
A madeira, predominante nos apartamentos, recebe campos de azul, amarelo e vinho, acompanhados por estruturas metálicas leves e superfícies em granito Pitaya. Granilite, concreto aparente, cerâmicas e blocos de vidro estabelecem correspondências materiais com os espaços coletivos. Do térreo, com ambientes de trabalho, exercício, lavanderia e apoio à mobilidade, ao ático, com piscina e áreas de convivência sob uma extensa cobertura, o edifício amplia as possibilidades de uso para além das unidades.
Na identidade visual, a grade gráfica orienta o desenho de textos, padrões, números e pictogramas. A palavra “Alto” se alonga no logotipo e ganha escala no hall, enquanto cores e geometrias reaparecem em placas, impressos e elementos construídos. A continuidade entre essas decisões permite desenvolver o produto imobiliário da escala geral aos detalhes de uso, fazendo com que a variedade das plantas encontre expressão em uma linguagem comum.



























